sexta-feira, 9 de março de 2012

Aceitação



No livro “O Segredo da Flor de Ouro”, Carl Gustav Jung comenta sobre uma carta recebida de uma paciente, onde consta essa interessante passagem, digna de transcrição literal:

“Há pouco tempo recebi a carta de uma antiga paciente, descrevendo de um modo simples, mas acertado, a transformação necessária. Diz ela: ‘Do mal, muito me veio de bem. Conservar a calma, nada reprimir, permanecendo atenta e aceitando a realidade — tomando as coisas como são, e não como eu queria que fossem — tudo isso me trouxe um saber e poder singulares, como nunca havia imaginado. Sempre pensara que, ao aceitar as coisas, elas me dominariam de um modo ou de outro; mas não foi assim, pois só aceitando as coisas poderemos assumir uma atitude perante elas. (Anulação da participation mystique!).
Agora jogarei o jogo da vida, aceitando aquilo que me trazem o dia e a vida, o bem e o mal, o sol e a sombra, que mudam constantemente. Desta forma, estarei aceitando meu próprio ser, com seu lado positivo e seu lado negativo. Tudo se tornará mais vivo. Como fui tola! Eu pretendia forçar todas as coisas, segundo minhas idéias!’

terça-feira, 6 de março de 2012

Conquistas íntimas: vitórias secretas



Interessante mudança acontece quando crescemos em espírito, de alguma forma, quer seja por meio de provas, expiações, ou pelo amor. Numa expressão simples: é incrível o que nos acontece quando os fatos da vida são tão marcantes a ponto de mudar nosso interior, proporcionando o progresso em algum campo existencial. Por exemplo, a conquista da serenidade é algo que pode levar uma vida toda, ao que parece, porém só o começo da caminhada já traz o perfume de sua grandeza. Não são os acontecimentos, os eventos do mundo ou as tarefas com as quais devemos interagir que mudam, mas sim nós que mudamos e ficamos mais livres, vendo as coisas “de um ângulo mais elevado”. As coisas ficam mais fáceis. Mediante o contato com nosso mundo interior, conhecendo-nos um pouco mais a cada dia, acabamos adquirindo “verdadeiros escudos”, capacidades de agir mais livremente no mundo, ficamos mais fortes. Criamos o saudável hábito da sintonia com as energias positivas da natureza. E então uma coisa que antes se nos afigurava terrível acaba se tornando tranquila, e tornamo-nos capazes de grandes feitos.

Rodrigo Freitas dos Santos

sábado, 3 de março de 2012

Umbral



Trata-se de um singelo comentário sobre o umbral, com base no livro Vivendo no Mundo dos Espíritos, de autoria de Vera Lúcia Marinzek de Carvalho.


A autora descreve, de forma bastante clara, como são as regiões umbralinas ao redor do mundo. Sua análise foca na vegetação, terreno, cidades, e população.

Conquanto não seja um estudo específico sobre o umbral, podemos ter uma noção bem didática sobre essa realidade.

Triste, porém, necessária sua existência, porquanto o umbral é fruto da criação das próprias mentes perversas ou ignorantes. Segundo nos relata a autora, muitos espíritos ficam anos nessa região, sendo que alguns até gostam do local.

Conta-nos da existência de lideres inteligentíssimos que habitam essa região, que utilizam seu saber para a prática e manipulação de energias, bem como escravização de espíritos que lá habitam.

Importante notar, pois, que nosso pensamento desempenha papel fundamental para a determinação de onde iremos ficar depois do decesso físico. Isso porque somos levados, ao que parece, aos locais para onde temos semelhante vibração.


Pela leitura, podemos perceber que os espíritos que estão no umbral, estão lá porque vibram ou vibraram durante todo o percurso físico na mesma sintonia. 


Disso podemos concluir pela necessidade de pensar bem, agir bem, procurar corrigir nossos defeitos, imperfeições, buscar a prática harmoniosa e equilibrada daquilo que nossa consciência indica como sendo o caminho do amor, para que possamos angariar o direito e o merecimento de ter um bom lugar de repouso, aprendizado e ascensão, quando de nossa partida inevitável.

O amor é a lei suprema da vida! 

Recomendo a leitura da obra em epígrafe.